Apesar de ter a mesma matriz – o samba, a festa e a arte do improviso –, o coco de Pernambuco possui estilos distintos, típicos das regiões distintas onde é brincado: Litoral, Zona da Mata, Agreste e Sertão. Levando ao palco essa mistura e convidando o público a fazer uma imersão na geografia da manifestação, Adiel trabalha a mazurca (do agreste e sertão), o trupé (do sertão e mata), a embolada de pandeiro e de viola, o coco de engenho (mata), o coco de sala e o coco de obrigação (agreste, mata e litoral). Na apresentação, ele brinca, improvisa e explora os toques, as pisadas e os versos nas mais diversas métricas e melodias, cantando e encantando todos os presentes.